Post #5 – Mobilidade sustentável

Caminhar só lhe traz vantagens

Se o conceito de mobilidade sustentável pode ser visto como uma extensão do conceito de desenvolvimento sustentável, a mobilidade sustentável pode, por sua vez, ser interpretada como o desenvolvimento que proporciona níveis adequados de mobilidade no presente sem comprometer as condições de mobilidade das futuras gerações . Facilmente se percebe que a sustentabilidade da mobilidade não é alcançada com o aumento do número de automóveis de uso particular nem com o consumo crescente de combustíveis fósseis. Passará antes por um diferente modelo de mobilidade, que podemos já observar em acção parcial nos países do norte da Europa, onde o automóvel é afastado do centro das cidades, privilegiando a utilização do transporte público e libertando o espaço urbano para uma maior convivialidade social. Assim, as ruas das zonas habitacionais podem voltar a ser o espaço para as crianças brincarem e os idosos passearem.

Mobilidade sustentável também significa que deve escolher actividades físicas que possa manter ao longo da vida, mesmo numa idade mais avançada: é o caso de caminhar ou andar de bicicleta. Estas actividades permitem integrar a actividade física nas deslocações diárias.

A bicicleta é para todas as idades

Mais importante do que a mobilidade, para o ser humano individual, é a acessibilidade. Todos temos necessidade de nos deslocarmos. Se o pudermos fazer a pé ou de bicicleta tanto melhor para a nossa saúde, a carteira e o planeta.

Não menospreze todas as oportunidades de andar a pé e de subir escadas.

A Organização Mundial de Saúde recomenda um mínimo de 8.000 passos ou de 30 minutos de caminhada em passo acelerado. Estes 30 minutos podem ser repartidos em dois momentos de 15 minutos: pode sair do transporte público uma ou duas paragens antes e caminhar a restante distância. Na hora de almoço, come uma refeição ligeira e aproveita o resto do tempo para passear a pé e para descontrair.

É amplamente reconhecido o papel preventivo da prática regular de actividade física (não necessariamente desporto) na prevenção do desenvolvimento de doenças cardiovasculares, bem como diversas doenças crónicas como a diabetes tipo 2, síndrome metabólico, cancro, obesidade, hipertensão e depressão.

 

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Post #4 – Conto de Natal

O 2º podcast do Escravo Preguiçoso é um conto de natal, um clássico de Charles Dickens, lido pela minha boa amiga Eugénia de Oliveira.

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Post #3 – Minimalismo

Minimalista é alguém adepto daquilo que é simples e elementar, considerado como um estilo de vida para indivíduos que buscam o mínimo possível de meios e recursos para viver. Já parou para reflectir sobre a energia e o dinheiro que tem gasto ao longo dos anos, apenas com o propósito de acumular o que verdadeiramente não precisa? Tralhas, roupas que não usa, televisões demasiado grandes, carros, caixas com tralha antiga que pensa um dia vir a precisar? A verdade é que tudo aquilo que não utiliza há mais de 2 anos não lhe faz falta.

Ter coisas a mais é uma fonte de despesa e um peso inútil na sua existência. Deite fora, recicle, dê, venda, troque.

Livre-se da tralha

Um bom começo é o roupeiro. Tudo o que é roupa que não usa à mais de um ano é porque não precisa. Depois pode livra-se das cassetes de VHS antigas, dos livros que não foram marcantes, dos papeis que podem ser digitalizados, dos monos electrónicos que já não são utilizados e um sem número de coisas mais.

Consumo ostensivo

Somos capazes de passar nossas vidas inteiras em busca da felicidade, sem percebermos que não é nos objectos, no material, que ela se encontra. Procuramos a satisfação imediata no consumo excessivo e por vezes ostensivo.

E assim vamos transferindo nosso contentamento sempre para algum objeto, alguma situação, e adiamos cada vez mais nossa felicidade, deixando-a para o futuro.

Invista em experiências e não em coisas

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Post #2 – Importância do silêncio

O facto é que estamos rodeados pelo ruído. Para lá do ruído do tráfego das cidades, os portugueses no geral são pessoas barulhentas. Falam alto em lugares públicos, mantém a televisão acesa e elevam a voz para comunicarem em casa, em família. Para os extrovertidos, o ruído nem é notado na maior parte do tempo. Mas para os introvertidos, que constituem pelo menos 1/3 da população (não confundir com tímidos) o ruído pode ser um massacre que os impede de pensar e de criar. É que o silêncio é fundamental para o processo criativo. Darwin fazia longos passeios pela floresta e recusava frequentemente jantares ruidosos.

Muitos dos criativos são tendencialmente introvertidos e necessitam de silêncio como do ar para respirar. No entanto o mundo parece valorizar mais e estar adaptado para os extrovertidos, que sofrem também os efeitos negativos do ruído mas sem o saberem e aparentemente sem incómodo.

Historicamente, a sociedade ocidental tem progressivamente valorizado mais os homens de acção em detrimento dos contemplativos. O século XX é a época do desenvolvimento da individualidade, da acção nos negócios e a sobrevalorização da economia. O carisma e a capacidade de liderar sobressaem numa cultura urbana ruidosa.

Os introvertidos retiram a sua energia e criatividade da solidão. Não se sentem ameaçados pelo silêncio como muitos dos extrovertidos que sem o ruído das conversas banais, da música de fundo ou de uma televisão acesa, temem o silêncio dos seus próprios pensamentos. Os introvertidos são mais sensíveis aos estímulos exteriores de todo o tipo, particularmente aos ruídos de uma sala. Suportam níveis muito inferiores de ruído de fundo em comparação com os extrovertidos.

As nossas escolas e instituições estão mais adaptadas para os extrovertidos que necessitam (ou suportam) maiores níveis de estimulação de modo a se sentirem vivos e com energia. As empresas tecnológicas e outras de gestão moderna criam grupos de trabalho para estimular os processos criativos. Ora, não é assim que os introvertidos/criativos funcionam. Necessitam primeiro de estar a sós com os seus próprios pensamentos, em silêncio, e só depois podem partilhar em grupo as suas ideias.

Susan Cain investigou e escreveu sobre o poder dos introvertidos e defende numa apresentação TED talk que os introvertidos trazem talentos e competências extraordinárias ao mundo e que devem ser encorajados e reconhecidos.

O livro de Susan Cain está publicado em português:
Silêncio – O poder dos introvertidos num mundo que não para de falar

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Post #1 – O início

No dia 13 de Abril de 2017, e com 54 anos de idade, resolvi terminar com um estilo de vida que se arrastava desde 2012, com pouco cuidado na alimentação e muito pouca actividade física. Nunca fui obeso mas tinha claramente peso a mais e valores elevados de gordura abdominal. Após pesquisa resolvi adoptar um regime alimentar baseada no jejum intermitente e numa dieta de baixos hidratos de carbono, também conhecida como Low Carb. Após 2 meses deste regime perdi 8 kg, o suficiente para passar a um IMC (Índice de Massa Corporal) dentro de valores aceitáveis. Pela primeira vez senti ter encontrado um regime alimentar e uma dieta que não só resulta como consigo seguir sem esforço.
Em dois meses tinha um colesterol abaixo de 150 mg/dl, uma tensão arterial estável por volta dos 12/7 mmHg, pulsação em repouso em redor dos 58 e a gordura visceral a reduzir lenta mas consistentemente.

ah… e então o exercício?
Faço um mínimo que se baseia no caminhar pelo menos 30 minutos diários e na execução de alguns exercícios básicos que podem ser realizados em casa ou ao ar livre, sem necessidade de equipamento complicado.

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